DE: Ricardo Ampudia (novaescola@atleitor.com.br)
Texto retirado do artigo da revista nova escola, no seguinte endereço: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/deficiencia-intelectual-inclusao-636414.shtml
Pessoas com deficiência intelectual ou
cognitiva costumam apresentar dificuldades para resolver problemas,
compreender ideias abstratas (como as metáforas, a noção de tempo e os
valores monetários), estabelecer relações sociais, compreender e
obedecer a regras, e realizar atividades cotidianas - como, por exemplo,
as ações de autocuidado.
A capacidade de argumentação desses
alunos também pode ser afetada e precisa ser devidamente estimulada para
facilitar o processo de inclusão e fazer com que a pessoa adquira
independência em suas relações com o mundo.
As causas são
variadas e complexas, sendo a genética a mais comum, assim como as
complicações perinatais, a má-formação fetal ou problemas durante a
gravidez. A desnutrição severa e o envenenamento por metais pesados
durante a infância também podem acarretar problemas graves para o
desenvolvimento intelectual.
O Instituto Inclusão Brasil estima
que 87% das crianças brasileiras com algum tipo de deficiência
intelectual têm mais dificuldades na aprendizagem escolar e na aquisição
de novas competências, se comparadas a crianças sem deficiência. Mesmo
assim, é possível que a grande maioria alcance certa independência ao
longo do seu desenvolvimento. Apenas os 13% restantes, com
comprometimentos mais severos, vão depender de atendimento especial por
toda a vida.
Como lidar com alunos com deficiência intelectual na escola?
Como lidar com alunos com deficiência intelectual na escola?
Segundo
a psicopedagoga especialista em Inclusão, Daniela Alonso, as limitações
impostas pela deficiência dependem muito do desenvolvimento do
indivíduo nas relações sociais e de seus aprendizados, variando bastante
de uma criança para outra.
Em geral, a deficiência intelectual
traz mais dificuldades para que a criança interprete conteúdos
abstratos. Isso exige estratégias diferenciadas por parte do professor,
que diversifica os modos de exposição nas aulas, relacionando os
conteúdos curriculares a situações do cotidiano, e mostra exemplos
concretos para ilustrar ideias mais complexas.
Para a
especialista, o professor é capaz de identificar rapidamente o que o
aluno não é capaz de fazer. O melhor caminho para se trabalhar, no
entanto, é identificar as competências e habilidades que a criança tem.
Propor atividades paralelas com conteúdos mais simples ou diferentes,
não caracteriza uma situação de inclusão. É preciso redimensionar o
conteúdo com relação às formas de exposição, flexibilizar o tempo para a
realização das atividades e usar estratégias diversificadas, como a
ajuda dos colegas de sala - o que também contribui para a integração e
para a socialização do aluno.
Em sala, também é importante a
mediação do adulto no que diz respeito à organização da rotina. Falar
para o aluno com deficiência intelectual, previamente, o que será
necessário para realizar determinada tarefa e quais etapas devem ser
seguidas é fundamental.
Texto retirado do artigo da revista nova escola, no seguinte endereço: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/deficiencia-intelectual-inclusao-636414.shtml
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